É absolutamente vital que todos os cidadãos do mundo insistam para que se tomem medidas a favor dum tipo de crescimento económico que não tenha repercussão nefasta na população, o seu ambiente e as suas condições de vida. É preciso encontrar meios para garantir que nenhuma nação possa crescer e desenvolver-se à custa de outras, que nenhum indivíduo possa aumentar o seu consumo à custa de outros indivíduos.

Os recursos da Terra devem ser geridos de forma a serem valorizados e a tornarem-se proveitosos para toda a humanidade, permitindo a melhoria da qualidade de vida de cada indivíduo.

É necessário desenvolver uma nova ética universal, uma ética para os indivíduos e para as sociedades, relativa ao papel desempenhado pela humanidade na biosfera, uma ética que reconheça e sinta vivamente as relações complexas e em contínua evolução, dos seres vivos entre si e com a natureza.

O Colégio Valsassina considera o desenvolvimento sustentável um princípio fundamental a ter em conta quando se planifica a vida diária da escola, as suas mudanças e o desenvolvimento a longo prazo. Por essa razão, a escola está empenhada em mudanças profundas ao nível dos objectivos e dos papéis das instituições educativas.

A escola procura oferecer aos alunos um contexto que favoreça o desenvolvimento da cidadania e da participação activa, abrangendo a complexidade das combinações sociais, económicas, políticas e ambientais inerentes ao desenvolvimento sustentável.

Assim:

  • O Colégio Valsassina assume a prioridade da sustentabilidade ambiental tanto no princípio como na prática. Para isso, será activamente incorporada a colaboração de alunos, funcionários e professores. Este envolvimento será acrescido do esforço de consciencialização e educação sobre as relações “pessoas – ambiente” de uma perspectiva ecológica, social, ética, estética e cultural.
  • A escola desenvolverá todos os esforços no sentido de implementar os princípios de acção que se seguem.

 

Recursos

Água

  • O consumo de água é continuamente monitorizado e estabelecem-se medidas para racionalizar o seu uso.
  • Todas as actividades escolares minimizam as emissões que possam contaminar a água que se utiliza ou as águas subterrâneas

Ar

  • A qualidade do ar é garantida através da existência/plantação de cortinas arbóreas em torno de cada edifício.
  • Todas as actividades que possam interferir com a pureza atmosférica deverão ser examinadas e eliminadas ou, em segunda alternativa, justificadas e minimizadas.

Energia

  • O consumo de energia é continuamente monitorizado.
  • A escola minimiza o seu consumo de energias fósseis através de práticas passivas. A aquisição e utilização de electrodomésticos é considerada à luz desta preocupação.
  • A escola desenvolve projectos de consumo eficiente e de incorporação de energias alternativas.

Zonas Verdes

  • Toda a escola é uma zona verde as plantas constituem uma parte tão importante do dia a dia da escola quanto os cadernos e livros.
  • Os espaços são ajardinados de forma a permitir o seu usufruto activo, inclusivamente para aulas, jogos, recreação e contemplação.

Alimentação

  • Todos os alimentos servidos na escola deverão corresponder a critérios de saúde pessoal e comunitária.

 

Poluição

Efluentes sólidos

  • Todos os resíduos são sujeitos a um esforço alargado de reutilização e recolha selectiva para reciclagem. Os resíduos que não possam ser reutilizados e reciclados deverão ser reduzidos: eliminados na fonte, por exemplo através de substituições nas compras.
  • Deve-se dar uma atenção especial à hierarquia: prevenção; redução; reutilização; valorização e destino final. Assim, a escola deve reduzir ao máximo os resíduos enviados para a recolha indiferenciada.
  • A escola mantém um sistema de deposição selectiva para os vários tipos de resíduos que produz.
  • A escola estabelece parcerias com várias entidades de modo a dar o melhor destino aos resíduos.

Efluentes líquidos

  • Só matéria orgânica biodegradável é descarregada para a rede de esgotos. Não se empregam pesticidas químicos de síntese nem nas zonas ajardinadas nem na desinfecção dos espaços construídos por forma a não contaminar os lençóis freáticos.
  • As sanitas convencionais devem ser progressivamente substituídas por sanitas compostadoras. As águas cinzentas são empregues na rega de forma a minimizar consumos e descargas

Efluentes gasosos

  • Fumar em qualquer zona do recinto escolar é profundamente desencorajado. A escola assume-se como uma "escola sem fumo".
  • Não há queima de resíduos e todas as experiências laboratoriais que envolvam emissões gasosas poluentes são substituídas.

Alterações climáticas

  • O Colégio incorpora de forma voluntária a gestão de emissões de carbono nos transportes escolares. As deslocações serão compensadas através de projectos de redução/sequestro de carbono.
  • Procederemos à contabilização das emissões de gases com efeito de estufa associadas ao funcionamento do Colégio.
  • A escola procede à identificação e sensibilização de medidas de redução de emissões, em particular medidas de eficiência energética e de utilização de energias renováveis.

 

Educação

Formação contínua

  • Todos os funcionários e professores estão conscientes das grandes questões ambientais actuais e do papel que cada indivíduo ocupa tanto no impacto negativo como na sua solução.
  • Existem oportunidades de formação ambiental e é promovida a competência ambiental a todos os níveis. Os pais e Encarregados de Educação são integrados em todos esses esforços na medida do possível.

Ensino

  • Todos os alunos adquirem conhecimentos suficientes para reconhecer a importância do ambiente e adoptar uma atitude crítica e reflectida face às questões ambientais que a sociedade enfrenta.
  • As actividades da escola ajudam os alunos a incorporar um estilo de vida e de consumo ambientalmente sustentáveis.
  • Cada dificuldade da vivência escolar é encarada como um desafio a resolver por todos com criatividade e tolerância.
  • A escola promove um desenvolvimento sustentável baseado em atitudes conscientes em relação ao meio que nos envolve, contribuindo assim para a aplicação dos princípios-chave da sustentabilidade a nível local (cap. 28; Agenda 21).
  • A escola promove o ensino experimental de modo a contribuir para o desenvolvimento de competências em diversas áreas do Saber: "saber saber" e "saber fazer"

Currículos

  • Existe um plano escolar de incorporação de conceitos de ambiente e sustentabilidade nos vários programas de ensino. Todas as disciplinas incluem menções teóricas e práticas deste conceito, e os alunos assumem um papel claro e activo na integração dos temas e desenvolvimento de projectos.
  • O contacto directo com a Natureza é considerado fundamental, e não se restringe às disciplinas mais directamente envolvidas na temática ambiental.

 

Transportes

  • O Colégio promove uma mobilidade ambientalmente compatível.
    • Todas as viagens, realizadas por transportes escolares, são planeadas de forma a minimizar deslocações.
  • O Colégio incorpora de forma voluntária a gestão de emissões de carbono nos transportes escolares
  • É promovido o uso de partilha de viaturas, transportes públicos e bicicletas, assim como andar a pé. Estas alternativas devem ser implementadas em segurança.

 

Aprovisionamento

  • Os critérios de compras deverão ser os definidos pelos diferentes eixos de intervenção da escola. Em qualquer caso a economia local deverá ser privilegiada e o critério económico não deverá sobrepor-se em exclusivo às demais preocupações. Todos os esforços são feitos para minimizar o consumo de materiais.

 

Edifícios

  • Tanto a manutenção como a construção de novos edifícios envolvem um mínimo de recursos e excluem materiais tóxicos em favor de alternativas mais inócuas. Materiais renováveis são empregues sempre que possível.
  • Todos os espaços construídos são bem mantidos e projectam uma sensação de bem-estar e equilíbrio ambiental e estético.
  • O uso de energias renováveis deve ser uma realidade.

 

Cooperação

  • A escola toma a iniciativa de envolver outras escolas e demais instituições comunitárias e sociais (autarquias, empresas, órgãos de comunicação social, ONGA’s, etc) com vista ao desenvolvimento de estratégias e acções coordenadas.

 

Gestão

  • Com a colaboração de todos, a escola estabelece objectivos ambientais anuais. A progressão é depois documentada através de uma auditoria interna levada a cabo pela população escolar e que é publicada anualmente na Internet. As razões de qualquer sucesso ou insucesso são devidamente amadurecidas de forma a melhorar a performance ambiental da escola.



A Direcção do Colégio
O Conselho Eco-Escolas
Ass. Estudantes

Colégio Valsassina, 5 de Junho de 2007
(Dia Mundial do Ambiente)