Marcação de visita






O programa da conferência integrou duas sessões plenárias, com apresentações de alunos e comunicações dos oradores convidados. No período que antecedeu o inicio da conferência e durante o intervalo foram feitas várias demonstrações no átrio do Centro de Congressos onde também estava exposta uma mostra de trabalhos desenvolvidos ao longo do ano letivo, desde o jardim de Infância ao Secundário. Foi ainda simulada, nos espaços do jardim contíguo ao Auditório 2, uma aula de Filosofia para crianças com um grupo de alunos da classe dos 5 anos do Jardim de Infância.

As apresentações dos alunos refletiram parte do trabalho realizado no colégio dando ênfase à relação com os quatro tipos de aprendizagens atualmente consideradas fundamentais: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a ser e aprender a viver juntos.

 

A primeira sessão plenária iniciou-se com a apresentação dos alunos Sara Salpico e Rodrigo Garcia, do 1.º ano, turma A. Com base no trabalho desenvolvido no laboratório de ciências experimentais do primeiro ciclo “O Caso da Maça Doente” mostraram a importância de questionar e investigar para saber mais. Seguiram-se as alunas Marta Bastos e Flora Salem, do 11º ano. Tendo como ponto de partida a proposição Nature is a common language, demonstraram as capacidades de refletir sobre um problema atual e de desenvolver competências de argumentação e de comunicação; os alunos António Miguel e Miguel Henriques, do 12.º ano, turma A focaram-se na estratégia de “Aprender ensinando” em que o aluno desempenha o papel principal de construtor do seu próprio conhecimento. Apresentaram um vídeo-tutorial por eles realizado na disciplina de Matemática A, desenvolvido no âmbito do Projeto Kooledge.com]  coordenado pela Universidade de Carnegie Mellon University, e que explora a utilização de uma plataforma de partilha de vídeos-tutoriais com propósitos educativos e as suas implicações em termos de aprendizagem; as alunas do 12º ano, Patrícia Marques e Teresa Cabral partilharam o trabalho que desenvolveram na disciplina de Português, a partir dos múltiplos diálogos que a literatura pode e deve estabelecer entre si, entre nós e com o mundo; e por fim, os alunos do 11.º ano, Diogo Gomes, Diogo Iria, Federico Cestelli e Guilherme Freitas, e do 12.º ano, Berke Santos, Francisco Pedro, Miguel Henriques e Sofia Ferrão apresentaram projetos desenvolvidos nas disciplinas de Biologia e de Física respetivamente, e abordaram a necessidade de desenvolver competências de resolução de problemas reais, em vez do estudo de casos hipotéticos com resultados considerados perfeitos e convergentes.

 

Após estas apresentações, foi dada a palavra a Joana R. Rato, Psicóloga da Educação e doutorada em Ciências da Saúde, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Universidade Católica Portuguesa que apresentou a comunicação “Mente, cérebro e educação: mitos, evidências e desafios”.

 

A segunda sessão plenária abriu com um grupo de 8 alunos do 1.º ano - João Silva, Gonçalo Rodrigues, Pureza Costa, Guadalupe Miranda, Ana Castro, Kyara Marti, Vasco Vieira e Constança Alves – a demonstrar os exercícios de relaxamento que diariamente realizam de acordo com o método Martenot proposto pelo psicomotrista Samy Bosky. Foi seu objetivo mostrar como através de movimentos simples, é possível libertarmo-nos de tensões e proporcionar uma melhoria significativa nas qualidades de escuta, atenção e disponibilidade para aprender. Seguiu-se apresentação do projeto “Viagem da laranja doce”, apresentada pelos alunos Matilde Ricardo, do 4.º A, Duarte Baltazar, do 4.º B e Marta Castro, do 4.º C: uma exploração interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de Estudo do Meio e de Expressão Plástica, onde os alunos foram à descoberta das marcas deixadas pelos Portugueses no mundo e que mereceu uma menção honrosa atribuída pela UNESCO. Catarina Marques e Iara Prazeres, alunas do 11º ano, imaginaram o discurso que o General Gomes Freire de Andrade, poderia ter feito em 1817 no decorrer das reuniões secretas em que se preparava a revolta contra a presença inglesa em Portugal. Os alunos Maria Varela Cid do 3.º A, Tomás Serrão, do 3.ºB e Gabriela Faria, do 3.º C descreveram as infografias realizadas sobre a relação entre o Cérebro e o Mar desenvolvidas no âmbito do Concurso “Usa o Cérebro” lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

 

A ultima apresentação desta sessão ficou a cargo de dois alunos do 12 ano – Duarte Rézio e Afonso Coalho - e centrou-se no trabalho que têm vindo a desenvolver na comunidade, no Centro de Informação Juvenil (CIJ) do centro paroquial social S. Maximiliano Kolbe, no Bairro do Condado em Marvila, Lisboa. Trata-se de um espaço onde jovens da comunidade local desenvolvem várias atividades em período pós letivo e onde professores e alunos do Colégio dão apoio semanal ao estudo. Durante o período de férias da Páscoa, mais de 60 alunos, professores e funcionários do Colégio requalificaram o espaço do CIJ. A intervenção foi realizada no âmbito do prémio de Responsabilidade Social – João Valsassina, atribuído pelo colégio a estes dois alunos e destinado a financiar um projeto de intervenção social na freguesia de Marvila. Envolveu a instalação de uma cozinha, a pintura das paredes, tetos, caixilharias de madeira, portas e rodapés e substituição parcial dos pavimentos e reparação da instalação elétrica. Para permitir cobrir todas as despesas, os alunos organizaram uma “venda solidária” onde reuniram verbas adicionais. Contaram ainda com um apoio financeiro da Junta de Freguesia de Marvila bem como de uma empresa de construção civil.

 

De seguida foi dada a palavra a Patrícia Correia do Champalimaud Centre for the Unknown, que apresentou a comunicação “Despertar o cérebro para a aprendizagem ” e a Pedro Rosário que falou sobre as “Competências com rumo. Perspetivas de Futuro”.

 

A conferência terminou com a partilha do livro 120 IDEIAS coreografada por alunos do 6º ano D. Este livro foi o resultado de um desafio lançado a toda a comunidade escolar - alunos (atuais e antigos), professores, pais, avós, colaboradores do Colégio - para apresentarem perspetivas visando a construção dos próximos 120 anos.