Nicolau Santos

24 de Junho, 2025

Fiz o primeiro ano do liceu em 63/64, no Valsassina. Estava em regime de semi-internato. Vivia com os meus avós porque os meus pais tinham ficado em Angola. Todas as manhãs, enregelado, lá ia na carrinha com dois primos para o Colégio, levando um pão com marmelada e queijo. Lembro-me bem do então diretor do colégio (não direi a alcunha que lhe dávamos…) e do filho, o Prof. Frederico, que me obrigou a escrever cem vezes que “nas aulas de estudo não se fala” quando me apanhou a bichanar com um colega. Encontrei-o no Técnico pouco antes de morrer subitamente. Fiquei muito contente por me ter reconhecido. Um dia, a descer para o campo de futebol, tentando enganar o vigilante de serviço, coisa que fazíamos com frequência, caí no canal de água salobra que rodeava o campo. Cheguei a casa a tiritar e a cheirar mal. Enfim, foi um ano mágico e inesquecível mas só me lembro dos meus primos e dos diretores do colégio. Ainda hoje, quando passo pela Quinta das Terezinhas, não resisto a deitar um olhar de saudade.

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