Espaço Quinta

No Espaço-Quinta do Valsassina, os nossos alunos encontram um ambiente natural e estimulante. Entre saber, cultura e desporto, cultivamos o bem-estar, o crescimento e a alegria de aprender em harmonia com a natureza.

arvore 2,45 ha

de espaço exterior
(78% da área total do colégio)

mao 1

horta biológica

refeitoriio 3+1

refeitórios e bar

arte 4

ateliers e salas de arte

ginasio 2

ginásios

campo 4

campos desportivos ao ar-livre

ar-livre 5

salas de aula ao ar livre

anfiteatro 1

anfiteatro ao ar-livre

laboratorio 4

laboratórios

musica-2 6

salas de música

auditorio 1

auditório

biblioteca 2

bibliotecas

O Colégio tem uma localização privilegiada na cidade de Lisboa. Está instalado na Quinta das Terezinhas, cujas origens remontam ao séc. XVIII. Dispõe de uma área de 3,15 ha de superfície, em que o espaço livre exterior ocupa 2,45 ha correspondente a 78% da área total: um extenso espaço arborizado com espécies variadas, incluindo árvores de fruto (e.g. ameixeiras, amendoeiras, figueiras, nespereiras, oliveiras) e de grande porte (e.g. pinheiros, eucaliptos), espaços de horta e de arbustos, oferecendo aos alunos diferentes experiências multissensoriais e estimulando o contacto autónomo e flexível com a natureza, a par de descobertas espontâneas e independentes.

A quinta está estruturada em três socalcos principais. No socalco superior encontra-se a casa-mãe – que ainda hoje integra uma capela acoplada e um jardim com um pequeno labirinto de buxo, tanque, poço e horta característicos das antigas quintas de recreio da periferia de Lisboa. A casa-mãe concentra os serviços de alimentação e de apoio informático e a área destinada ao ensino extracurricular da música. O socalco intermédio concentra os edifícios destinados aos diferentes ciclos de ensino e os principais espaços de recreio, integrados em áreas verdes que favorecem a livre fruição, o convívio, os jogos e as brincadeiras. Já o socalco inferior, onde se situam os campos de futebol e de ténis, preserva grande parte da vegetação original da quinta, composta por árvores e arbustos que formam um pequeno bosque, e proporciona uma vista deslumbrante sobre a cidade.

Galeria

As Instalações

Ateliers de artes plásticas

O Colégio dispõe de um conjunto de espaços de atelier destinados ao ensino das artes plásticas, distribuídos pelos vários pavilhões.
Estes espaços estão concebidos de acordo com a faixa etária a que se destinam e de modo a responder às exigências dos programas curriculares.

Instalações desportivas

O Colégio possui um conjunto de instalações desportivas, que integram um ginásio, um polidesportivo e um conjunto de campos exteriores multiusos destinados à prática desportiva. O polidesportivo está apetrechado com material gímnico, postes de voleibol, tabelas de basquete e  balizas, galeria para público e zonas de apoio.

Laboratórios

O Colégio dispõe de um conjunto de laboratórios destinados ao ensino experimental das Ciências Naturais, Física e Química. Estes laboratórios permitem que alunos de todos os ciclos de ensino (do Jardim de Infância ao Ensino Secundário) realizem, num espaço dedicado, atividades de carácter prático e de experiência.

Salas de Música

O Colégio dispõe de um conjunto de espaços próprios para o ensino e aprendizagem de música. Além das salas dedicadas à componente curricular nas disciplinas de Expressão e Educação Musical, dispomos de um conjunto de cinco salas localizadas na casa-mãe destinadas a aulas individuais ou em pequeno grupo de piano, flauta, clarineo, clarinete, saxofone e guitarra.

A Quinta das Terezinhas: Um Lugar com História

Desde a década de 1950, o Colégio Valsassina encontra-se instalado na Quinta das Terezinhas, uma antiga propriedade agrícola que foi progressivamente adaptada para fins educativos.

Em 1948, perante a necessidade de deixar as instalações do Palácio Lousã, o Colégio optou por adquirir a Quinta das Terezinhas, na zona alta de Chelas.

A escolha deste local foi fortemente influenciada pelas recomendações emergentes sobre higiene e saúde escolar, e pelas novas correntes pedagógicas que valorizavam o contacto com a natureza como parte fundamental do processo educativo.

Quer saber mais?

Uma Quinta, um Projeto Educativo

Com cerca de três hectares, a Quinta das Terezinhas era no final da década de 1940 um lugar isolado, acessível apenas por azinhagas sinuosas que a ligavam ao então recém criado eixo Areeiro-Aeroporto. Estava rodeada por antigas quintas, terrenos agrícolas e habitações precárias. Apesar dos sinais de desgaste, do abandono gradual da produção agrícola e dos efeitos inevitáveis do tempo, a quinta preservava grande parte do seu traçado original e do carácter senhorial que sempre a distinguiu. No seu interior, encontravam-se um vasto olival, uma mata, pequenas instalações agrícolas e a casa-mãe do século XVIII — com capela lateral, escadaria exterior e varanda porticada, ligada ao Pátio da Estrela, onde também existia um jardim de buxo, uma horta, um tanque, um poço e um miradouro.

A reconversão deste espaço foi orientada desde o início por uma visão pedagógica e por um pragmatismo atento aos recursos disponíveis. A casa-mãe foi reabilitada para acolher os serviços administrativos, o refeitório, o alojamento de funcionários e a residência dos diretores. As instalações agrícolas marginais à alameda de acesso ao Pátio da Estela foram adaptadas para o ensino primário, enquanto o jardim de infância, o liceu e o internato ganharam edifícios de raiz, projetados pelo atelier do arquiteto Raul Tojal.

Crescimento e Adaptação

 

Na década de 1960, o Colégio investiu nas infraestruturas desportivas, destacando-se o pavilhão gimnodesportivo. Em 1965, a antiga vacaria foi transformada em atelier de expressão plástica. Com a criação do ciclo preparatório (1968-69), foram introduzidos novos espaços: oficinas, salas de trabalho manuais e uma biblioteca autónoma para o liceu.

Com o encerramento do regime de internato (década de 1970), o edifício foi adaptado para o ensino primário atual primeiro ciclo. O jardim de infância expandiu-se, ocupando os espaços anteriormente destinados à primária, com novas salas para os grupos dos 4 e 5 anos.

No início dos anos 1980, a necessidade de responder ao aumento do número de alunos e aos novos currículos levou à construção de um novo pavilhão para os 2.º e 3.º ciclos, projetado pelo atelier do arquiteto Frederico Valsassina. Implantado junto às antigas capoeiras, desenvolve-se num único piso, em torno de dois pátios interligados.

Na década de 1990, o Colégio valorizou os espaços exteriores: foi abolido o parqueamento automóvel, criadas novas zonas de convívio e construída uma cafetaria junto à entrada principal, reforçando o papel central da casa-mãe.

Na década de 2000, o edifício do antigo liceu foi requalificado: o átrio foi ampliado para espaço polivalente e expositivo, articulando-se com o recreio coberto onde passaram a funcionar a reprografia, um pavilhão de rádio e a sede da associação de estudantes. Também o jardim de infância e o 1.º ciclo ganharam zonas cobertas e novos equipamentos.

Em 2007, o antigo pavilhão dos 2.º e 3.º ciclos foi substituído por um novo edifício, também da autoria do atelier do arquiteto Frederico Valsassina. Com um programa mais ambicioso e adaptável, integra 16 salas de aula, biblioteca, sala polivalente/auditório, zonas de estudo informal, espaços de convívio e áreas para trabalho docente. A ventilação cruzada e a iluminação natural respondem às exigências de conforto ambiental e às novas metodologias de ensino.

Nos anos seguintes, sucederam-se melhorias pontuais com foco na articulação entre os vários setores e na modernização pedagógica.
As salas e os laboratórios foram equipados para acolher práticas mais flexíveis e diversificadas.

Renovação do 1.º Ciclo e do Jardim de Infância

 

Em 2022, foi realizada uma reabilitação integral do edifício do 1.º ciclo. O projeto reorganizou os espaços com maior conforto, flexibilidade e centralidade, introduzindo novos equipamentos e mobiliário, ampliando os laboratórios de Ciências e Informática e melhorando as condições térmicas, acústicas e de ventilação. Foram ainda corrigidos elementos estruturais e introduzidas soluções de reforço sísmico em conformidade com a regulamentação aplicável a edifícios anteriores a 1958.

Em 2025, iniciou-se a renovação dos espaços do Jardim de Infância, com especial destaque para a transformação da chamada “Infantil de Cima”. A antiga Casa dos Diretores foi adaptada para acolher temporariamente os grupos dos 3 anos. Três novas salas, com escala doméstica e ligação direta ao exterior, criam uma transição suave entre a casa e a escola.

A nova “Infantil de Cima”

 

A nova construção projetada pelo atelier do arquiteto Frederico Valsassina, a desenvolver-se ao longo de 2025-26, mantém a implantação do edifício anterior, mas distribui-se agora em dois pisos, aproveitando o desnível entre a alameda e o recreio. O acesso realiza-se tanto pela cota superior — que se transforma num eixo de descoberta — como pela inferior, reforçando a continuidade entre o interior e o exterior.

As seis salas de atividades para os grupos dos 4 e 5 anos distribuem-se pelos dois pisos, em articulação com a luz natural e os espaços exteriores. Junto ao Pátio da Estrela, encontra-se o novo atelier com terraço. No extremo oposto localizam-se a sala polivalente e o ginásio, equipado com bancada, circuito neuromotor e balneários.
O recreio prolonga-se pela antiga horta, agora convertida num espaço multifuncional e dinâmico. A topografia e a vegetação existentes foram preservadas e integradas no desenho pedagógico do espaço: zonas de descanso, brincadeiras ativas, investigações espontâneas e descobertas sensoriais.
A construção recorre a um sistema modular em madeira, pré-fabricado em ambiente industrial controlado. Esta solução permite uma montagem mais rápida, limpa e com menor impacto ambiental, garantindo simultaneamente qualidade, desempenho térmico e conforto acústico.